Olá, leitor! ☕
Confira os destaques da semana na edição #145 da CRI Insights:
Domingo lindo para sair e ver o sol. ☀️
Mas antes, vamos a nossa atualização semanal rapidinho?
Essa semana falamos sobre as primeiras imagens do gigante de 400 metros da Lotisa, o que fez a família Senna escolher Balneário Camboriú, o levantamento que mostra o alto padrão puxando a valorização na cidade, o transplante das árvores da Praia Central, a nova fase da obra na BR-101, a audiência do orçamento de Itapema, a estreia do circuito estadual de beach tennis e a reta final do festival gastronômico do San Miguel. E fechamos com um número que costuma passar batido em toda conversa sobre valorização.
Mercado Imobiliário
Lotisa revela as primeiras imagens do gigante de 400 metros

A Lotisa divulgou as primeiras imagens do arranha-céu de 400 metros que vai erguer na Avenida Brasil, em Balneário Camboriú. O investimento estimado supera R$ 1 bilhão e o estudo de impacto de vizinhança apresentado à prefeitura indica até 115 pavimentos, a construtora fala em mais de 100. O projeto prevê 86 mil m² de área construída, 165 apartamentos, 17 salas comerciais e mais de 600 vagas, com um andar inteiro destinado a vagas públicas. O lançamento oficial está previsto até o fim deste ano, e o prazo de implantação no EIV é de 144 meses. Depois de pronto, só deve perder em altura para o Senna Tower.
Todos os detalhes já divulgados sobre o projeto você acessa clicando aqui.
O que diferencia esse anúncio da corrida por metros é o que a construtora diz sobre a fachada: a proposta é reunir nomes da arquitetura nacional em um desenho que valorize a brasilidade, em vez do vidro espelhado que padroniza os grandes arranha-céus mundo afora. Se isso se confirmar no projeto executivo, é um movimento relevante, Balneário Camboriú construiu sua reputação pela altura, e o próximo passo natural de um mercado maduro é construir reputação pela identidade.
Por que a família Senna escolheu Balneário Camboriú

A FG Empreendimentos lançou o North Tower, na Barra Norte: 157 metros de altura, 49 pavimentos, 78 unidades e VGV estimado em R$ 365 milhões. O destaque técnico é o índice de esbeltez de 1:16 cerca de 10 metros de largura para cada 16 de altura, que o coloca como o segundo projeto mais esbelto já desenvolvido pela construtora, atrás apenas do Sapphire Tower. Para garantir estabilidade e conforto, o projeto estrutural passará por simulações em túnel de vento no Boundary Layer Wind Tunnel Laboratory, da Western University, no Canadá, e a fundação usará estacas Auger Cast descendo cerca de 30 metros. Em terreno de aproximadamente 1,5 mil m², serão 1.835 m² de áreas de lazer e bem-estar, com academia e Espaço Zen no último pavimento.
É conceito, em um terreno de 1.500 m², o projeto destina 1.835 m² a lazer e bem-estar, e coloca academia e Espaço Zen no ponto mais alto do edifício.
É a mesma lógica que o mercado global de luxo vem adotando: o bem-estar deixou de ser item da lista e passou a organizar o projeto.
Economia
Alto padrão puxa a valorização em BC e abre distância das demais faixas

Entre janeiro e julho de 2026, os imóveis com mais de 125 m² em Balneário Camboriú registraram alta de 16,9% no preço médio anunciado para venda, passando de R$ 4,58 milhões para R$ 5,36 milhões, o equivalente a R$ 27.079 por metro quadrado, com área média de 197 m². O levantamento é da Loft, que analisou mais de 6 mil anúncios de venda e 3,3 mil de aluguel ativos nas principais plataformas, comparando com o mesmo período de 2025. No aluguel, a mesma faixa avançou 13,2%, de R$ 11.851 para R$ 13.410 mensais. A Barra Sul foi o destaque: alta de 58% na venda e 27,2% no aluguel, onde o valor médio chegou a R$ 19.181 por mês.
O dado que merece atenção não é o percentual, é a divergência entre as faixas. Enquanto o alto padrão subiu quase 17%, os imóveis entre 100 e 125 m² caíram 9,1%, e a faixa de 65 a 100 m² teve alta modesta de 7,4%. Ou seja: não é o mercado inteiro que está valorizando, é um segmento específico dele. Segundo o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi, Balneário Camboriú tem uma concentração estrutural em imóveis de grande porte, com estoque de studios e compactos muito menor do que o de outras cidades, e é a demanda por alto padrão que define o comportamento dos preços. Para quem compra, a leitura é direta: nessa cidade, metragem e localização não são detalhe de escolha pessoal, são o que separa um ativo que valoriza de um que anda de lado.
Praia Central transplanta suas árvores e ganha o dobro de sombra

Balneário Camboriú iniciou na terça-feira (18) o transplante das árvores da Praia Central. Três amendoeiras foram realocadas na fase 1 da etapa Barra Sul, entre a Rua 3920 e o molhe, e ao todo cerca de 30 árvores e dez postes de iluminação serão reposicionados. O processo é técnico: meses antes da mudança, as árvores passam por preparação para aumentar as chances de adaptação. Mas o dado mais relevante veio da revisão do projeto, depois da entrega do trecho piloto, entre as ruas 4400 e 4600, a proposta passou a contemplar 118% mais árvores do que o previsto originalmente. Só no trecho em execução estão previstas 510 novas árvores e palmeiras, entre ipês, pitangueiras, quaresmeiras, guapuruvus, butiás e palmeiras-imperiais. A etapa Barra Sul terá ainda uma área gramada de 3,6 mil m² para descanso e piquenique à beira-mar.
Repare no motivo da mudança: segundo a prefeitura, a revisão levou em conta pedidos de moradores e turistas por mais sombra. Um projeto de R$ 380 milhões foi ajustado depois de o público experimentar o primeiro trecho e é isso que faz do piloto uma decisão inteligente, não uma etapa burocrática. Para o mercado, o efeito é concreto: sombra, gramado e permanência mudam o tempo que as pessoas passam na orla, e tempo de permanência é o que transforma uma avenida de passagem em endereço de convivência. Vale lembrar que essa camada verde vem sobre o muro de proteção costeira, já em 90% de execução. A orla nova está sendo montada de baixo para cima.
Eventos
Itapema apresenta as propostas do orçamento de 2027

A Prefeitura de Itapema apresentou na segunda-feira (17) as propostas da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual para 2027, em audiência pública no auditório da Prefeitura. O encontro encerrou um ciclo que já havia passado por cinco reuniões nos bairros para colher demandas da população. A LDO estabelece as metas e prioridades da administração e faz a ligação entre o Plano Plurianual e a LOA, que por sua vez define a previsão de arrecadação e autoriza os gastos do município. Moradores ainda podem apresentar sugestões diretamente à Secretaria de Finanças, na Avenida Nereu Ramos, 134, antes de os projetos seguirem para a Câmara de Vereadores, onde haverá nova oportunidade de participação durante a tramitação.
Vale prestar atenção nessa peça. Itapema tem hoje o segundo metro quadrado mais caro do Brasil, e é o orçamento municipal que define quanto vai para drenagem, pavimentação, mobilidade e qualificação urbana no ano seguinte. Em cidades que crescem rápido, o descompasso entre o ritmo do mercado e o ritmo do investimento público é o principal risco de médio prazo e a LOA é o documento onde esse descompasso pode ser antecipado ou corrigido. Para quem tem patrimônio na cidade, acompanhar essa discussão é mais útil do que parece.
Obras e infraestrutura
Passeio San Miguel serve alta gastronomia a R$ 119 até o fim do mês

O Passeio Gastronômico 2026, no Passeio San Miguel, chega à reta final com o tema “Memórias à Mesa”. Nove restaurantes do boulevard oferecem menus exclusivos com entrada, prato principal e sobremesa por R$ 119 por pessoa, e quem experimentar três menus de restaurantes diferentes e completar o livreto do festival com adesivos e notas fiscais troca o cartão por um Prato da Boa Lembrança, disponível em quantidade limitada. O festival segue até 31 de agosto.
O preço é uma decisão deliberada. Um boulevard de perfil premium praticando R$ 119 em menu completo não está buscando o turista de temporada — está buscando o morador, e buscando repetição, como mostra a mecânica do livreto que só se completa em três visitas a casas diferentes. É assim que um endereço comercial deixa de ser vitrine e vira hábito. Para o entorno, esse é o movimento que sustenta valor no térreo: fluxo constante em baixa temporada é o que diferencia um boulevard vivo de um corredor bonito e vazio de maio a novembro.
Alças da BR-101: projeto revela como vai ficar o novo acesso

A Prefeitura de Itapema, por meio da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, mantém nesta semana cinco frentes de trabalho simultâneas do programa Avança Itapema. Na Rua 700A, a pavimentação é em lajotas; na Rua 414 e no Sertão do Trombudo, as equipes preparam o solo que vai receber pavimentação asfáltica; na Rua 422, o foco está na implantação e melhoria de calçadas; e na Rua 250, os trabalhos se concentram na ampliação da vazão da rede de drenagem pluvial, para melhorar o escoamento das águas da chuva. Segundo o secretário Jean Idimar, a atuação em pontos distintos ao mesmo tempo faz parte do planejamento para atender as demandas de infraestrutura dos bairros.
Individualmente, nenhuma dessas ruas é notícia. Somadas e mantidas, são o que diferencia uma cidade que cresce de uma cidade que apenas se adensa. Itapema tem hoje o segundo metro quadrado mais caro do Brasil, e o desafio de um mercado nesse patamar é justamente distribuir qualidade para além da orla, asfalto, calçada e drenagem nas ruas onde mora quem faz a cidade funcionar.
Insight da Semana | Um bairro que decidiu por escrito.

Quando se diz que Balneário Camboriú valorizou, a frase parece simples. O levantamento da Loft divulgado nesta semana mostra que ela não é.
Entre janeiro e julho, os imóveis acima de 125 m² subiram 16,9%. Na mesma cidade, no mesmo período, a faixa de 100 a 125 m² caiu 9,1%. Não são mercados diferentes, são metros quadrados a poucas quadras uns dos outros, sujeitos ao mesmo turismo, às mesmas obras, à mesma manchete de valorização. E mesmo assim andaram em direções opostas.
Balneário Camboriú tem uma concentração incomum em imóveis de grande porte, com estoque de compactos muito menor do que o de outras praças. Onde há escassez e demanda qualificada, o preço sobe. Onde há oferta abundante competindo pelo mesmo comprador, ele acomoda. Média de mercado é uma abstração; o que existe de verdade é cada segmento.
Para quem compra, a consequência é prática. Um índice de valorização não é promessa transferível ao imóvel que se está avaliando, é o resumo de comportamentos distintos que só se separam quando alguém abre o dado.
Antes de decidir, vale perguntar como se comportou exatamente aquela faixa, naquele bairro, nos últimos doze meses. É uma pergunta simples, e ela muda a conversa.

☀️ Fechamento
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Até a próxima 👋
