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Confira os destaques da semana na edição #155 da CRI Insights:
Alerta de spoiler: Tem muitos números dessa edição. Entrando na reta final do ano, é importante olharmos para os números para projetar o próximo ano, uma edição importante, eu diria!
Essa semana falamos sobre o volume de vendas de imóveis em Itajaí, Itapema, Porto Belo e Balneário Camboriú, a Praia Brava, a barragem de Botuverá, os estudos para a Avenida Brasil, os empresários de Itajaí que pagam projetos, as câmeras do Smart BC, a Liga Brasileira de Padel e para fechar, o imóvel que ficou 10% mais caro e 7,3% menor em Balneário Camboriú.
Mercado Imobiliário
Itajaí resgistra crescimento de mais de 200%

Itajaí movimentou R$ 3,11 bilhões em vendas de imóveis entre janeiro e agosto de 2026, alta de 209,2% sobre o mesmo período de 2025, segundo levantamento da plataforma DWV. É o maior volume entre as cidades do litoral analisadas. Atrás vêm Itapema (R$ 2,43 bilhões), Porto Belo (R$ 2,35 bilhões) e Balneário Camboriú (R$ 1,71 bilhão). Só em agosto foram R$ 750,5 milhões, e em julho, R$ 826,2 milhões.
O estoque de Itajaí em julho era de 3.219 imóveis, cerca de metade dos 6.515 de Itapema e menos de um terço dos 11.331 de Porto Belo. A matéria não detalha a base do levantamento, então os números servem para comparar as cidades entre si. Na prática, quem procura imóvel em Itajaí escolhe entre menos unidades do que em Itapema ou Porto Belo, num mercado que, segundo o corretor Bruno Cassola, absorve bem a oferta.
O recorte do bairro que mais performa em Itajaí

A Praia Brava, em Itajaí, vendeu 436 unidades novas em 2026 até 21 de outubro, contra 219 em 2025 e 120 em 2024, segundo a Inteligência de Mercado da DWV, que reúne vendas informadas pelas incorporadoras. O m² mediano dessas vendas foi de R$ 17,98 mil para R$ 23,78 mil (+32%) de 2024 a 2025 e para R$ 24,90 mil (+5%) em 2026. O bairro respondeu por 45% do valor vendido em imóveis novos em Itajaí neste ano (R$ 1,5 bilhão), contra 31% em 2024 (blog da CRI, com dados da DWV).
A alta de preço desacelerou (+32% em 2025, +5% em 2026) e o volume seguiu crescendo. As unidades de um dormitório lideram em número (229 em 2026, com 54 m² de área média e ticket mediano de R$ 1,33 milhão). No acesso, hoje concentrado na avenida Osvaldo Reis, há quatro frentes de melhoria, em estágios de junho: a duplicação da Osvaldo Reis (R$ 186 milhões, com o trecho 3A em execução), a avenida Eco Park (R$ 25 milhões, com licença prévia e obra prevista para 2027–2028), a ligação com a BR-101 (R$ 93 milhões, com estudo de viabilidade em conclusão) e a rua Hermínio Gervásio (R$ 16,5 milhões, com obra prevista para 2029–2030). Quem compra agora entra numa região em que as melhorias de acesso já começaram a sair do papel, com o trecho 3A em obra, e a desaceleração de 2026 nos preços pode ser reflexo do ano eleitoral, já que as vendas de unidades seguiram subindo.
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Em Balneário Camboriú, o imóvel anunciado ficou 10% mais caro e 7,3% menor

Entre o terceiro trimestre de 2025 e o de 2026, o preço médio dos imóveis anunciados em Balneário Camboriú subiu 10%, de R$ 2,53 milhões para R$ 2,78 milhões, enquanto a área média caiu 7,3%, de 159,1 m² para 147,5 m², segundo a Loft, que analisou cerca de 90,8 mil anúncios. O preço médio subiu em oito dos nove bairros: Estados teve a maior alta (44,3%, para R$ 1,92 milhão), e o Centro segue com os preços médios mais altos, perto de R$ 3 milhões, seguido por Pioneiros (R$ 2,91 milhões).
A exceção é a Praia dos Amores, onde o preço médio caiu 19,1% (R$ 1,81 milhão) e a área média caiu 25,5% (130 m²), mas o valor por metro quadrado subiu 10,7%. A própria matéria lembra que o levantamento compara anúncios de períodos diferentes: a queda de metragem pode refletir mudança no perfil do que está à venda, e não imóveis que encolheram. Na prática, o anúncio médio custa cerca de R$ 250 mil a mais e tem cerca de 11,6 m² a menos do que um ano antes.
Economia
Empresários de Itajaí já pagaram R$ 6 milhões em projetos

O Instituto Mais Itajaí, criado em 2025 e reunindo mais de 60 empresas, já destinou R$ 6 milhões do próprio bolso a estudos e projetos técnicos de infraestrutura, mobilidade, turismo e habitação. Segundo o Instituto, as iniciativas somam mais de R$ 1 bilhão em investimentos previstos. As frentes incluem novos acessos à BR-101, ligações entre rodovias estaduais, habitação de interesse social e o masterplan do Terminal de Cruzeiros de Itajaí, para o qual contratou a consultoria WSP e visitou terminais em Miami. Os materiais são doados ao poder público.
Na edição #148 falamos dos empresários de Balneário Camboriú e Itajaí que passaram a pagar projetos de obras da região; hoje trazemos uma atualização, com os números do Mais Itajaí. Bruno Pereira, da Claus Construtora, resume a lógica: há casos em que o financiamento é aprovado e o projeto ainda não existe, e a ideia é ter o projeto pronto antes de o dinheiro chegar. Na prática, a aposta do Instituto é que, com o projeto pronto, o financiamento encontre a obra no ponto de largada.
Eventos e turísmo
Balneário Camboriú recebe a primeira Liga Brasileira de Padel, com R$ 1 milhão em prêmios

O padel é uma modalidade de esporte que está em crescimento, só 600 mil brasileiros já joam padel, e o esporte registra um crescimente de 20% ao ano da abertura de quadras.
Esse movimento, já começa a aparecer em mais torneios acontecendo. De 4 a 7 de novembro, o Expocentro de Balneário Camboriú recebe a primeira edição da Liga Brasileira de Padel, com mais de 500 duplas (cerca de mil participantes, entre brasileiros e estrangeiros), partidas em 30 quadras e R$ 1 milhão em premiação. Desse total, R$ 730 mil vão para as categorias profissionais e R$ 270 mil para as amadoras, que incluem Sub-18 e da segunda à quinta categoria.
No profissional, a dupla masculina campeã leva R$ 262,5 mil e a feminina, R$ 100 mil; nas categorias amadoras, os prêmios são iguais para homens e mulheres. Na prática, são quatro dias com cerca de mil participantes na cidade, além de equipes, familiares e público, e a organização espera que isso se converta em demanda para hotéis, restaurantes, comércio e transporte.
Obras e infraestrutura
A barragem de Botuverá começa a sair do papel, com efeito previsto para Itajaí

Uma barragem de 40,8 metros de altura será construída em Botuverá, no Vale do Itajaí, sobre o Rio Itajaí-Mirim, para reduzir os efeitos das cheias em Brusque e Itajaí. A estrutura terá capacidade para 20,2 milhões de m³, crista de 124 metros e duas comportas, cada uma liberando até 250 m³ de água por segundo. O investimento é de R$ 162,8 milhões, incluindo a obra, a supervisão e o Plano Básico Ambiental. A ordem de serviço estava marcada para quinta-feira (22), com o governador Jorginho Mello.
Segundo a matéria, é a primeira barragem de contenção de cheias construída pelo governo estadual, aguardada há décadas. O pacote do estado inclui outra barragem em Mirim Doce e reformas em Ituporanga, Taió e José Boiteux. Aqui há ordem de serviço, o que a separa dos estudos que aparecem logo abaixo. Na prática, quem mora ou compra perto do rio em Itajaí passa a ter um dado a acompanhar: a regulação das vazões do Itajaí-Mirim, que deve reduzir os picos de cheia rio abaixo. A matéria não informa o prazo de conclusão.
Smart BC: câmeras com reconhecimento facial começam a ser instaladas na orla

Os primeiros totens do Smart BC começaram a ser instalados na segunda-feira (19), em um trecho-piloto da nova orla da Praia Central, na Avenida Atlântica, altura da Rua 4600. Nesta etapa serão oito totens, ligados à central de monitoramento da Guarda Municipal (telefone 153). O sistema permite reconhecimento facial, cruzamento de dados com bancos de procurados pela Justiça, leitura de placas e contagem de pessoas.
O contrato, feito por adesão a uma ata de registro de preços de Novo Hamburgo (RS), custa R$ 136,1 mil por mês, cerca de R$ 1,63 milhão por ano, e prevê 1.440 câmeras fixas, 120 com leitura de placas e 120 com giro e zoom. As câmeras em prédios públicos já começaram pelas escolas, e a prefeita Juliana Pavan diz que pretende buscar uma parceria público-privada para levar o serviço a todas as ruas. Na prática, quem circula pela orla da Praia Central passa a ser filmado por câmeras que reconhecem rostos e placas, ligadas à Guarda Municipal; por ora são oito pontos, e a matéria não informa quando os demais entram.
Avenida Brasil: 4,5 km de reurbanização, ainda em fase de estudos

Recap: Na edição #151 trouxemos a notícia sobre a reurbanização, mas ainda sem valores, nessa semana, o Instituto BC+ divulgou que tem estimativa preliminar de mais de R$ 300 milhões em investimentos públicos para reurbanizar cerca de 4,5 km da Avenida Brasil. O projeto prevê retirar a rede aérea de energia e telecomunicações para enterrar a fiação, além de novas calçadas, paisagismo, acessibilidade, drenagem, mobiliário urbano, sinalização e redesenho da circulação de carros, bicicletas e pedestres. Os estudos, de cerca de R$ 10 milhões, são bancados pelas empresas do Instituto e serão doados à prefeitura, que precisará licitar e executar a obra.
A previsão é que os projetos fiquem prontos em 2027, e só depois disso o caminho para a obra pode começar. Estimativa preliminar não é orçamento, e projeto entregue não é obra licitada. O Instituto +BC, que atua desde 2017, também participou dos estudos do alargamento da Praia Central e da orla e entregou o projeto do Parque Inundável do Rio Camboriú.
Insight da Semana | O que a média não mostra sobre o crescimento do litoral norte catarinense

Em Balneário Camboriú, o preço médio dos imóveis anunciados subiu 10% em um ano, de R$ 2,53 milhões para R$ 2,78 milhões, segundo a Loft. No mesmo período, a área média caiu 7,3%, de 159,1 m² para 147,5 m².
Os nove bairros analisados contam histórias diferentes. Estados subiu 44,3% e chegou a R$ 1,92 milhão. Na Praia dos Amores, o preço médio caiu 19,1%, para R$ 1,81 milhão, e a área média caiu 25,5%. Mesmo assim, o valor por metro quadrado ali subiu 10,7%.
A matéria avisa que o levantamento compara anúncios, e não os mesmos imóveis. O que mudou pode ser o perfil do que está à venda, e não o preço de um apartamento específico.
Para quem compra ou investe, a comparação que resiste é a do metro quadrado entre imóveis parecidos, no mesmo bairro e no mesmo tipo de prédio. A mesma lógica se aplica à lista de vendas desta edição: Itajaí movimentou R$ 3,11 bilhões, mas o que cada comprador leva para casa depende do endereço e da metragem.
Como era o Canto da Praia de Itapema.
Um dossiê da região.
Antes dos prédios, das marinas e da orla movimentada, o Canto da Praia era o lugar onde Itapema começou: uma vila de pescadores, de redes, barcos e arrastão.
Neste dossiê da série Do Passado para o Futuro, Jesiel Bento, sócio-fundador do Grupo CRI, caminha pelo Canto da Praia e conta a história do bairro. Ele passa pela origem açoriana e pelo antigo nome Tapera, pela emancipação de Itapema em 1962, pela transformação dos anos 1980 e ainda bate um papo por chegou aqui antes do Canto da Praia virar o sucesso que se conhece hoje.
Para entender o passado de uma região é a melhor forma de enxergar o seu futuro. Vamos viajar no tempo?

☀️ Fechamento
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Até a próxima 👋
