Olá, leitor! ☕
Confira os destaques da semana na edição #141 da CRI Insights:
Essa semana falamos sobre os movimentos que estão redesenhando o litoral catarinense por dentro: o novo microzoneamento de Balneário Camboriú, que pode espalhar novos eixos de desenvolvimento pela cidade; Itapema mantendo a liderança do metro quadrado mais caro do Brasil e ampliando vantagem sobre BC; quatro cidades catarinenses entre os imóveis mais caros do país; a compra de Virginia em Itapema reforçando a força do alto padrão; a valorização expressiva do Number One no Canto da Praia; a futura ponte entre Barra Sul e Barra; o novo espaço de ciclismo premium em Balneário Camboriú; e a proposta de transformar a Interpraias em um corredor turístico inspirado na Costa Amalfitana.
Mercado Imobiliário
O que muda com a nova Lei de Microneamento

A nova Lei de Microzoneamento de Balneário Camboriú abre caminho para uma mudança importante na forma como a cidade deve crescer nos próximos anos. A principal alteração está na possibilidade de levar prédios mais altos para corredores de desenvolvimento nos bairros, com torres que podem chegar a 120 e 150 metros em terrenos maiores. A proposta busca descentralizar a verticalização, que historicamente ficou concentrada na orla e no Centro.
A lei também prevê contrapartidas urbanas. Por meio da outorga onerosa, construtoras podem pagar para construir acima do limite básico permitido, e esses recursos devem ser direcionados a obras públicas, como reurbanização da Praia Central, prolongamento da Avenida Martin Luther e melhorias nos acessos viários. Em áreas de zoneamento excepcional, a torre poderá ocupar apenas 30% do terreno, enquanto os outros 70% devem ser destinados a áreas abertas, como praças, jardins, lojas ou espaços de convivência.
O ponto mais importante é que Balneário Camboriú começa a desenhar uma cidade menos dependente da orla. Ao permitir novos centros de desenvolvimento nos bairros, o microzoneamento pode criar uma lógica urbana diferente: mais comércio, serviços, moradia e circulação fora dos eixos tradicionais. Para o mercado imobiliário, isso muda a leitura do território. Algumas regiões que antes eram vistas apenas como apoio passam a ganhar potencial de transformação.
Santa Catarina domina o ranking dos imóveis mais caros do país

Santa Catarina colocou quatro cidades entre os cinco metros quadrados residenciais mais caros do Brasil em junho de 2026. Itapema lidera o ranking, seguida por Balneário Camboriú; Florianópolis aparece em quarto lugar e Itajaí em quinto. Todas ficam bem acima da média nacional calculada pelo FipeZAP, que foi de R$ 9.853 por metro quadrado no período.
Itapema encerrou junho com preço médio de R$ 15.327 por metro quadrado. Balneário Camboriú com R$ 15.228, aumentando a diferença entre as duas cidades de R$ 11 em maio para R$ 99 por metro quadrado em junho. No acumulado de 12 meses, Itapema valorizou 5,25%, contra 2,13% de Balneário Camboriú.
O ponto mais forte aqui é a formação de um eixo. Não é apenas uma cidade isolada performando bem. É um conjunto de municípios catarinenses ocupando o topo do mercado nacional ao mesmo tempo. Para quem compra ou investe, isso muda a leitura: o litoral catarinense não funciona mais como praças separadas, mas como uma região integrada de valorização, onde cada cidade responde a uma lógica própria dentro de um mesmo ecossistema.
Virginia em Itapema: quando celebridades ajudam a validar um mercado

Virginia Fonseca comprou um apartamento no Edify One, empreendimento de alto padrão em construção na Meia Praia, em Itapema. A unidade tem mais de 400 m² privativos, cinco suítes, espaço para funcionários e elevadores com acesso direto ao apartamento. O imóvel fica no andar acima da unidade destinada a Neymar e Bruna Biancardi, e apartamentos semelhantes no edifício são anunciados por mais de R$ 20 milhões.
A notícia não importa apenas pelo nome envolvido. Ela reforça como Itapema entrou definitivamente no mapa do alto padrão nacional. Quando figuras públicas com alto poder de compra escolhem a cidade para investir ou morar, elas ajudam a ampliar a visibilidade de um movimento que os dados já vinham mostrando: Itapema deixou de ser alternativa e passou a ser destino principal para um público que busca vista, exclusividade, estrutura e valorização.
Eventos
Ciclismo premium reforça BC como cidade de lifestyle

Balneário Camboriú recebeu a Soul House, primeiro espaço conceito de ciclismo premium do Sul do Brasil. O local reúne bicicletas de alto desempenho, customização, bike fit, test rides, consultoria especializada e experiências voltadas para ciclistas que enxergam o esporte como estilo de vida.
A notícia conversa com uma camada que aparece cada vez mais no alto padrão: o valor de uma cidade também nasce do repertório que ela oferece. Gastronomia, wellness, esporte, mobilidade ativa e experiências de nicho ajudam a compor o desejo de morar ou permanecer em determinado endereço. BC já não se posiciona apenas pela praia ou pelos arranha-céus. Ela começa a construir também um ecossistema de consumo, performance e lifestyle.
Obras e Infraestrutura
Interpraias pode ganhar leitura inspirada na Costa Amalfitana

O vereador Alessandro Teco apresentou uma indicação para estudar a implantação do projeto “BC Amalfi”, com a proposta de transformar a Avenida Interpraias em um corredor turístico inspirado na Costa Amalfitana, na Itália. A ideia prevê intervenções de baixo impacto, como mirantes, espaços de contemplação, paisagismo mediterrâneo, mobiliário urbano, iluminação cênica, pontos para fotos e pequenos espaços comerciais padronizados.
O insight está em como Balneário Camboriú começa a olhar para suas paisagens naturais como ativos de experiência. A Interpraias já tem valor pela beleza, mas ainda pode ganhar mais permanência, narrativa e organização turística. Em uma região onde o mercado imobiliário é forte, qualificar o caminho entre as praias também é qualificar a percepção do território. Não se trata apenas de atrair visitantes, mas de fazer com que a experiência da cidade continue depois da Praia Central.
Ponte entre Barra Sul e Barra pode mudar a mobilidade da região sul de BC

A futura Ponte Barra Sul, anunciada pela prefeita Juliana Pavan, deve integrar o Promobis, Programa de Mobilidade Integrada Sustentável financiado pelo Banco Mundial. A ligação conectaria a Avenida Normando Tedesco à Rua Emanuel Rebelo dos Santos, no Bairro da Barra, com mão única no sentido Barra Sul-Barra. A proposta busca criar uma nova saída para uma das regiões mais críticas do trânsito municipal.
A importância dessa obra está no desenho do fluxo. A Barra Sul concentra alguns dos empreendimentos mais simbólicos de Balneário Camboriú, mas também enfrenta pressão de mobilidade. Quando uma nova conexão melhora a saída de uma região valorizada, ela não resolve apenas um problema de trânsito: ela melhora a experiência de uso do território, reduz atrito e pode reforçar a atratividade de uma área que já é altamente desejada.
A Praia Brava é um bom lugar para investir em imóveis?
| Neste episódio do Guia do Investidor, Custódio Ribeiro, diretor comercial da CRI Soluções Imobiliárias, analisa um dos mercados mais exclusivos e valorizados do litoral catarinense: a Praia Brava, em Itajaí. Com escassez de terrenos, alto padrão construtivo, forte desejo de moradia e uma valorização consistente do metro quadrado, a região se consolidou como um dos principais destinos para quem busca patrimônio, qualidade de vida e oportunidades no mercado imobiliário. Neste vídeo você vai entender: – Como a Praia Brava se tornou um dos bairros mais valorizados de Santa Catarina – A evolução do preço do metro quadrado entre 2023 e 2026 – Por que a região é comparada a mercados imobiliários premium do Brasil – Os empreendimentos que estão transformando a Praia Brava – As obras de infraestrutura que podem impulsionar ainda mais a valorização local – O perfil ideal de investidor para a região |
Insight da Semana | O padrão que ninguém está lendo em Balneário Camboriú.

O microzoneamento parece, à primeira vista, uma pauta técnica: altura de prédio, outorga onerosa, percentual de ocupação de terreno. Mas se você juntar essa lei com as outras notícias da semana, aparece um padrão que passa despercebido: BC está prestes a repetir, dentro dela mesma, o mesmo movimento que Itapema fez em relação a Balneário Camboriú nos últimos anos.
Explico. Durante muito tempo, Itapema foi vista como “a cidade ao lado de BC”, mais barata, menos badalada. Hoje, lidera o metro quadrado mais caro do Brasil, na frente da própria BC. O que aconteceu não foi sorte: foi produto de altíssimo padrão chegando a uma região que ainda tinha espaço para crescer, associada a exclusividade e um público disposto a pagar por isso antes do resto do mercado perceber. O microzoneamento cria a mesma condição dentro de Balneário Camboriú, só que em escala de bairro, não de cidade.
Ao permitir torres de 120 e 150 metros em corredores fora da orla, a lei distribui a régua de valor. Durante anos, o critério em BC foi quase binário: orla ou não orla, Centro ou não Centro. Agora, um terreno bem localizado num corredor de desenvolvimento pode receber o mesmo padrão de empreendimento que hoje só se vê na Avenida Atlântica. Isso não é um detalhe urbanístico. É uma reformulação de onde o valor pode nascer.
E aqui está o ponto que passa despercebido: a outorga onerosa faz a prefeitura ser paga para melhorar esses corredores. Isso significa investimento público e privado acontecendo ao mesmo tempo, reurbanização, vias, acesso, não só o mercado empurrando o preço para cima.
Para quem pensa em comprar, isso muda a pergunta de sempre. Não é mais “orla ou nada”, porque a orla já precificou toda a escassez que tinha. A pergunta agora é: dá pra reconhecer, hoje, um corredor de desenvolvimento antes dele virar óbvio?
☀️ Fechamento
Continue acompanhando nossa newsletter para saber tudo sobre o mercado imobiliário e novidades do litoral norte catarinense, o mercado que mais cresce no Brasil.
Até a próxima 👋
