Olá, leitor! ☕
Confira os destaques da semana na edição #130 da CRI Insights:
A temperatura caiu por aí também? ❄️
Chegou a hora de viver a praia o ano todo no inverno, e eu tenho que confessar que estava ansiosa por isso, pelo que o litoral vai proporcionar neste inverno. Eu te aviso tudo por aqui!
Nesta semana falamos sobre mais uma queda da Selic e seus efeitos no crédito imobiliário, além de decisões estruturais locais como o novo microzoneamento de Balneário Camboriú. Também abordamos medidas para destravar o mercado, como a possível redução do ITBI em Itapema e como o alargamento da Meia Praia, que pode abrir um novo ciclo de valorização na região.
Mercado Imobiliário
Cenário global reforça o Brasil como destino para investimentos imobiliários

A escalada do conflito no Oriente Médio, com impactos diretos no comércio global e no fluxo de energia, tem aumentado a incerteza econômica e pressionado a inflação em diversos países.
Esse cenário tem levado investidores a reposicionarem capital em mercados mais seguros. Segundo levantamento do GRI Institute, o Brasil passa a ganhar destaque nesse movimento, impulsionado por fatores como independência energética, menor exposição geopolítica e capacidade de absorver investimentos em setores estratégicos.
Dentro desse contexto, o real estate reforça seu papel como ativo defensivo, com destaque para o segmento residencial e para áreas como logística e infraestrutura, que acompanham a reorganização das cadeias globais.
O resultado é um movimento claro: em meio à instabilidade global, o Brasil deixa de ser alternativa e passa a ser visto como destino relevante para capital internacional, especialmente em ativos reais.
Alargamento da Meia Praia avança e pode iniciar novo ciclo de valorização em Itapema

Na edição #124 da CRI Insights, falamos que alargamento em Itapema estava sendo ajustado às exigências do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (MA-SC). Nas últimas semanas foi confirmado o parecer favorável à Licença Ambiental de Instalação, última autorização necessária para o início das obras.
A intervenção prevê a ampliação de 4,75 km da orla, com uso de até 416 mil m³ de areia, retirada a cerca de 19 km da costa. Após a estabilização, a faixa de areia deve ganhar, em média, 20 metros adicionais de largura, melhorando o uso da praia e reduzindo impactos de ressacas.
O projeto segue o modelo já aplicado em Balneário Camboriú e chega em um momento em que Itapema já possui o segundo metro quadrado mais valorizado do Brasil, com R$ 15.073 segundo o FipeZap.
No mercado imobiliário, o histórico indica o impacto desse tipo de obra: requalificação da orla tende a elevar a atratividade, aumentar a demanda e impulsionar novos patamares de preço, especialmente em regiões já consolidadas.
Economia
Selic cai para 14,5% e Banco Central mantém cautela com cenário global

O Banco Central reduziu a taxa Selic de 14,75% para 14,5% ao ano, em um corte de 0,25 ponto percentual, mantendo o movimento de ajuste, porém em ritmo mais moderado.
A decisão vem em um contexto de maior incerteza global. O próprio Copom destacou que a guerra no Oriente Médio tem pressionado a inflação.
Mesmo com parte do mercado defendendo a pausa nos cortes, o Banco Central optou por seguir reduzindo os juros, reforçando a necessidade de cautela. A projeção para 2026 segue em torno de 4% de inflação, ainda acima da meta central de 3%.
Para o mercado imobiliário, o impacto é direto: mesmo uma queda gradual da Selic já tende a melhorar as condições de financiamento, aumentar o apetite do comprador e destravar decisões que estavam em espera.
Itapema estuda reduzir ITBI para 1% e pode destravar mercado

Itapema avalia reduzir o ITBI de cerca de 2% para 1%, com possibilidade de chegar a 0,5% em casos específicos, como transferências ligadas a contratos de gaveta.
A proposta, construída junto ao setor imobiliário, busca facilitar transações e incentivar a regularização de imóveis ainda fora do registro formal, uma prática comum no mercado local. A expectativa é que a medida reduza o custo para o comprador e aumente a liquidez das negociações.
Além disso, a estratégia também mira o longo prazo. Ao incentivar a formalização, o município pode ampliar a base de arrecadação, equilibrando redução de alíquota com aumento no volume de operações regularizadas.
Não é apenas um ajuste fiscal.
Eventos
BC lança módulo “BC Pet” e amplia uso da tecnologia na gestão urbana

A Prefeitura de Balneário Camboriú lançou o módulo “BC Pet” dentro do aplicativo BC Digital, permitindo que moradores adotem animais e registrem pets desaparecidos diretamente pela plataforma.
A ferramenta reúne informações completas dos animais, como fotos, idade, porte, vacinação, castração e comportamento, além de permitir filtros para facilitar a escolha. Neste primeiro momento, os cadastros são feitos por ONGs e protetores habilitados, que passam a usar o sistema como vitrine para adoção responsável. Outro destaque é o mural digital de animais desaparecidos, onde moradores podem registrar seus pets, ampliando as chances de localização.
Na prática, a iniciativa vai além do bem-estar animal. Ela reforça um movimento claro: cidades mais eficientes e valorizadas hoje são aquelas que integram tecnologia, serviços e qualidade de vida em uma mesma experiência urbana.
Obras e Infraestrutura
Balneário Camboriú aprova microzoneamento e redefine regras da cidade após quase 20 anos

Com 17 votos favoráveis, após uma sessão de mais de 10 horas, foi consolidado a revisão do Plano Diretor que vinha sendo discutida há quase duas décadas.
O projeto recebeu 53 emendas, sendo 30 aprovadas. Entre os principais pontos, estão mudanças diretas no potencial construtivo, como aumento de altura em zonas específicas para até 150 metros, criação de novas áreas de interesse turístico e ajustes em corredores de desenvolvimento que passam a concentrar crescimento urbano.
Também foram incluídas regras importantes como a condição de infraestrutura para aumento de adensamento, limitação de áreas sensíveis como a Estrada da Rainha e preservação de espaços estratégicos como o entorno do antigo Hotel do Bosque, com mínimo de 9 mil m² de área verde.
Na prática, o microzoneamento não apenas organiza a cidade. Ele define onde pode adensar, onde precisa preservar e onde surgem novas oportunidades, impactando diretamente o valor da terra e a viabilidade de novos empreendimentos.
Insight da Semana | Para onde o capital está olhando agora

O mundo não para de crescer. Ele muda de direção. Conflitos geopolíticos e pressão inflacionária estão fazendo o capital internacional buscar mercados mais seguros e previsíveis. E, nesse movimento, o Brasil começa a ganhar espaço, impulsionado por fatores como independência energética e menor exposição aos principais conflitos globais.
Mas o capital não entra no país de forma homogênea. Ele busca regiões que já mostram organização, capacidade de crescimento e qualidade de vida consistente. É nesse ponto que o litoral catarinense se encontra.
Movimentos como microzoneamento, reurbanização e expansão da orla mostram um território que deixa de crescer por demanda e passa a crescer com direção. E, quando isso acontece, algumas regiões não apenas acompanham o mercado. Elas passam a liderar o próximo ciclo.
☀️ Fechamento
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Até a próxima 👋